Ausência de Bolsonaro em ato em BH abre espaço para Nikolas Ferreira e Silas Ma…Ver mais

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A manifestação realizada nesta segunda-feira (4) em Belo Horizonte tornou-se um ponto de ebulição para a base bolsonarista. Com a ausência de Jair Bolsonaro e de governadores aliados, o ato acabou revelando novas vozes e reforçando outras já conhecidas no cenário conservador.

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Entre elas, destacaram-se o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, que assumiram o protagonismo e endureceram o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula.

Nikolas sobe o tom e desafia Alexandre de Moraes

No palanque, Nikolas Ferreira não poupou críticas ao ministro Alexandre de Moraes. “Sem toga, Moraes não é nada”, disparou, acrescentando que “o STF não é dono do Brasil”. A fala arrancou aplausos e reforçou a postura de confronto com o Judiciário.

Nikolas Ferreira e Silas Malafaia lideram ofensiva bolsonarista em BH com ataques a Moraes e críticas à ausência de aliados

O deputado também mencionou a Lei Magnitsky, recentemente usada pelos Estados Unidos para sancionar Moraes por supostas violações de direitos humanos. No dia seguinte, foi ainda mais incisivo: “Magnitsky é pouco”, insinuando que medidas mais duras seriam necessárias.

Malafaia critica ausências e pede anistia

Silas Malafaia, que já havia comandado um ato na Avenida Paulista no dia anterior, aproveitou para cobrar a presença de lideranças da direita, incluindo governadores e membros da família Bolsonaro.

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Ele reforçou o pedido de anistia a Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, pressionando o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o projeto de lei sobre o tema.

Com Bolsonaro impedido judicialmente de participar presencialmente, a direita busca reorganizar sua estratégia de mobilização. Nikolas Ferreira emerge como um dos principais rostos dessa nova etapa, com discursos inflamados e forte presença nas redes.

A ausência de líderes tradicionais levanta dúvidas: estaria o movimento passando por uma renovação ou enfrentando uma crise interna? Enquanto isso, Ferreira e Malafaia ocupam o vácuo e mantêm ativa a militância conservadora.

O ato em Belo Horizonte, mesmo sem a presença de Bolsonaro, mostrou que a base segue mobilizada — mas também evidenciou que o jogo de forças na direita está mudando.

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