PF indicia Jair Bolsonaro e Eduardo por coação e tentativa de golpe de…Ver mais

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Nesta quarta-feira (26), a política brasileira foi sacudida por um episódio de forte repercussão. A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob a acusação de coação no curso do processo penal que investiga a chamada “trama golpista”.

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O indiciamento faz parte da Ação Penal nº 2668, que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

PF detalha articulação entre pai e filho

De acordo com o relatório, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio político nos Estados Unidos, inclusive junto ao governo de Donald Trump, para promover retaliações contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Jair Bolsonaro, por sua vez, teria financiado a estadia do filho no exterior para sustentar essas ofensivas. Entre as mensagens recuperadas pela perícia, uma indicava que o ex-presidente cogitava pedir asilo político na Argentina, alegando perseguição judicial.

Indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro por coação marca novo capítulo da trama golpista

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A acusação envolve dois crimes: coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), com pena de 1 a 4 anos, e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L), que prevê de 4 a 8 anos de prisão. As penas podem ser agravadas pela gravidade e pelo envolvimento de autoridades públicas.

Além da família Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele é investigado por integrar a rede de pressão contra ministros do STF.

Repercussão internacional e impacto político

A notícia ganhou destaque em veículos como The New York Times, Clarín e Euronews, que ressaltaram a gravidade das acusações. A proximidade do julgamento do núcleo central da trama golpista, marcado para 2 de setembro, aumenta ainda mais a tensão.

Bolsonaro já é réu nesse processo e cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes.

Agora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve decidir se apresenta denúncia formal ao STF ou se arquiva o caso, com base nas provas reunidas pela PF.

O episódio marca um ponto crítico para a democracia brasileira. A tentativa de interferência no Judiciário por líderes políticos centrais expõe riscos à estabilidade institucional e reforça a necessidade de vigilância em defesa do Estado Democrático de Direito.

O desfecho poderá definir não apenas o futuro político de Jair Bolsonaro e de seus aliados, mas também o próprio rumo da democracia brasileira nos próximos anos.

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