NOVAS ORDENS de Moraes abalam Bolsonaro e colocam PF em alerta é possivel que…Ver mais
O clima político em Brasília voltou a ferver nesta terça-feira (26) após a divulgação de uma nova determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que já cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, agora passará a ser monitorado de forma contínua pela Polícia Penal do Distrito Federal.
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A medida acrescenta ainda mais pressão sobre Bolsonaro em um momento considerado decisivo para sua vida política e pessoal.
Risco de fuga e influência internacional
Segundo Moraes, a vigilância integral é necessária diante do risco concreto de fuga, sobretudo pela atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que estaria articulando pressão sobre autoridades americanas contra o Judiciário brasileiro.
O despacho de Moraes cita indícios de que Eduardo busca apoio político e jurídico nos Estados Unidos, inclusive junto ao ex-presidente Donald Trump, o que teria elevado as preocupações em torno de uma possível tentativa de evasão do país por parte de Bolsonaro.
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A decisão acontece às vésperas de um julgamento histórico. No dia 2 de setembro, o STF dará início à análise do processo em que Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Para Moraes, a proximidade das sessões aumenta a chance de que Bolsonaro descumpra medidas impostas pela Justiça e tente se esquivar de uma eventual condenação.
PGR, denúncias e reação da defesa
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado favoravelmente ao monitoramento integral. O órgão apontou indícios de descumprimento das restrições cautelares por parte do ex-presidente, incluindo a proibição de uso de redes sociais.
Além disso, chamou atenção a descoberta de uma minuta em um de seus aparelhos celulares, na qual se cogitava a possibilidade de um pedido de asilo político na Argentina.
Em resposta, a defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade e acusa o Judiciário de promover perseguição política. Os advogados afirmam que o ex-presidente tem cumprido todas as determinações e que as novas ordens de Moraes extrapolam os limites legais.
Pelo despacho, a Polícia Penal deve agir de forma discreta, evitando constrangimentos à vizinhança e sem exposição midiática. Caberá à corporação decidir se usará uniformes ou armamento durante a vigilância.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal já foi notificada e tem a missão de executar todas as providências necessárias.
Enquanto isso, o episódio ganha repercussão internacional. A recente decisão de Donald Trump de impor tarifas sobre produtos brasileiros foi lida por analistas como um gesto de retaliação, supostamente motivado pela postura crítica do STF contra Bolsonaro.
O caso, portanto, extrapola o campo jurídico e se transforma em um capítulo de peso na política externa brasileira, reforçando a percepção de que a crise entre bolsonarismo e Judiciário pode ter desdobramentos ainda maiores nos próximos meses.
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