Ex-assessor de Moraes lança acusações explosivas e Senado reage com…Ver mais
Nesta quarta-feira, 3 de setembro de 2025, Brasília foi sacudida por declarações que prometem redesenhar o tabuleiro político e jurídico do país. Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, trouxe à tona denúncias que atingem diretamente o coração do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A entrevista, concedida ao programa Café com a Gazeta no YouTube, repercutiu imediatamente. Tagliaferro afirmou ter entregue documentos e provas que incriminariam Moraes ao Senado brasileiro e até ao governo dos Estados Unidos, em um gesto que surpreendeu aliados e adversários.
Acusações que abalam o Supremo
De acordo com o ex-assessor, Alexandre de Moraes teria cometido fraude processual ao autorizar operações policiais contra empresários ligados ao bolsonarismo sem respaldo técnico ou jurídico sólido. As medidas, segundo ele, teriam sido fundamentadas apenas em reportagens jornalísticas.

Tagliaferro foi além: disse que relatórios produzidos por canais informais eram encaminhados diretamente ao gabinete de Moraes, tanto no STF quanto no TSE, para acelerar decisões. Essa prática, em sua visão, desrespeitava ritos tradicionais do Judiciário e abria espaço para arbitrariedades.
Veja mais detalhes
As revelações chegaram ao Senado em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro e outros acusados de tentativa de golpe de Estado. A coincidência de datas não passou despercebida, e rapidamente a Comissão de Segurança Pública, presidida por Flávio Bolsonaro, convocou uma audiência emergencial.
Nela, senadores como Magno Malta e Damares Alves pediram a suspensão imediata do julgamento de Bolsonaro. O argumento: as denúncias de Tagliaferro comprometeriam a imparcialidade de Moraes e, por consequência, a lisura do processo.
Repercussão internacional e riscos pessoais
Outro detalhe explosivo foi a entrega de provas ao governo dos Estados Unidos. O gesto elevou a tensão diplomática e trouxe o Itamaraty para o centro da crise. Tagliaferro, que vive atualmente na Itália, afirmou temer por sua vida e participou por videoconferência.
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores pediu sua extradição ao governo italiano. A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-assessor de violação de sigilo funcional e obstrução de investigação. O caso, agora, promete dividir ainda mais os rumos da política brasileira.
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