Juliana Soares quebra o silêncio após agressão brutal em elevador e fala sobre…Ver mais
No dia 27 de julho de 2025, o Brasil parou diante de imagens chocantes registradas pelas câmeras de um elevador em Natal (RN). A estudante Juliana Soares, de 35 anos, foi brutalmente agredida pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral. O vídeo, que mostra mais de 60 socos desferidos contra a vítima, viralizou nas redes sociais e gerou comoção nacional.
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A violência começou após uma discussão na área de lazer do condomínio, quando Igor teria jogado o celular de Juliana na piscina. Acreditando que as câmeras poderiam inibir o agressor, ela entrou no elevador. Mas o que veio a seguir foi uma cena de desespero: socos, ameaças de morte e uma sequência de golpes que quase tiraram sua vida.
Cirurgia e marcas profundas
Juliana sofreu múltiplas fraturas na face e na mandíbula. Foi submetida a uma cirurgia de reconstrução facial de mais de sete horas. Depois de um mês de recuperação, decidiu compartilhar imagens de seu rosto nas redes sociais, revelando não apenas as marcas físicas, mas também a dor emocional do ataque.
Mesmo com sequelas — como dificuldade de movimentação facial e dores persistentes —, Juliana tem demonstrado resiliência. Em entrevista, afirmou: “Estou me reerguendo. Quero ser exemplo de resistência para outras mulheres”.

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Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, teve passagem pela Liga Sorocabana e chegou a integrar a Seleção Brasileira Sub-18. Após o crime, foi preso em flagrante e se tornou réu por tentativa de feminicídio. Sua defesa tenta reclassificar a acusação para lesão corporal, mas o Ministério Público sustenta que houve intenção de matar.
Juliana relatou ainda que continua recebendo ameaças. Em uma delas, alguém prometia “121 socos” caso ela não se calasse. O episódio reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a segurança das vítimas após denunciarem agressores.
De vítima a voz de resistência
Determinada a transformar dor em força, Juliana passou a se engajar em ações de conscientização contra a violência doméstica. Participa de palestras, rodas de conversa e projetos sociais que alertam sobre sinais de abuso muitas vezes negligenciados.
Em agosto, ela foi homenageada com a Comenda Maria da Penha pela Câmara Municipal de Natal. Ao receber a honraria, reforçou: “Não quero ser vista apenas como vítima, mas como alguém que sobreviveu e pode ajudar a salvar vidas”.
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