William Bonner anuncia saída do Jornal Nacional após quase 30 anos, e porque…Ver mais
Na noite de 1º de setembro de 2025, milhões de brasileiros acompanharam um momento histórico na televisão: William Bonner, âncora e editor-chefe do Jornal Nacional, anunciou sua saída da bancada após quase três décadas. O anúncio, feito ao vivo, emocionou o público e marcou o fim de uma era no jornalismo brasileiro.
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Com 29 anos como apresentador e 26 como editor-chefe, Bonner revelou que a decisão não foi repentina. Segundo ele, o desejo de mudar de ritmo vinha sendo amadurecido desde a pandemia da COVID-19, quando repensou sua rotina e prioridades pessoais.
Pandemia como ponto de virada
Em seu discurso, Bonner contou que a pandemia foi determinante para sua escolha. O ritmo intenso de trabalho, somado à distância da família — com um dos filhos vivendo no exterior —, o levou a concluir que “a conta não estava fechando”. Ele buscava mais tempo para si e para projetos pessoais.
A transição, segundo o jornalista, foi construída de forma planejada com a direção de jornalismo da Globo. Durante cinco anos, sucessões foram estudadas e equipes preparadas para que a saída ocorresse com segurança e respeito à história do telejornal.

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A partir de novembro de 2025, César Tralli será o novo âncora do JN, ao lado de Renata Vasconcellos. Conhecido pelo trabalho no Jornal Hoje, Tralli é considerado um sucessor natural, com experiência, credibilidade e carisma para assumir o posto mais cobiçado do telejornalismo brasileiro.
Bonner, por sua vez, não se aposentará. Em 2026, ele passará a integrar a equipe do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg, sua amiga de longa data. O apresentador destacou a felicidade em atuar em um programa que sempre admirou, agora com uma rotina menos exaustiva.
Fim de uma era, início de outra
Desde 1996, William Bonner foi mais que um apresentador: tornou-se símbolo de credibilidade, atravessando eleições, crises políticas, tragédias nacionais e eventos globais. Sua firmeza, ética jornalística e capacidade de adaptação consolidaram seu legado.
Como editor-chefe, também modernizou o formato do JN, aproximando o telejornal do público e fortalecendo o compromisso com a verdade. Sua despedida foi mais que um anúncio — foi um gesto de gratidão e humanidade.
Com a troca de comando, a Globo reafirma seu compromisso com a renovação e a qualidade da informação. Para os brasileiros, fica a memória de uma trajetória exemplar e a expectativa de acompanhar Bonner em sua nova fase.
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