M0rre Catarina Albuquerque, a “Senhora Água” das Nações…Ver mais
O mundo perdeu uma das vozes mais poderosas na defesa dos direitos humanos. Catarina Albuquerque, jurista portuguesa e ex-relatora especial da ONU para o direito à água e ao saneamento, faleceu nesta terça-feira (7), aos 55 anos. Reconhecida por sua coragem, visão humanitária e influência global, Catarina deixa um legado que ultrapassa fronteiras.
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A mulher que transformou a água em direito humano
Entre 2008 e 2014, Catarina Albuquerque foi a primeira relatora especial das Nações Unidas dedicada ao direito à água potável e ao saneamento. Sua atuação foi decisiva para que esses direitos fossem reconhecidos oficialmente como fundamentais para a dignidade humana.
Durante o mandato, Catarina percorreu dezenas de países, enfrentando governos e empresas que negligenciavam populações inteiras. Sua principal mensagem era clara: “o problema da água é político, não tecnológico.” Defendia que o acesso à água deveria ser garantido mesmo às comunidades mais pobres ou que viviam em áreas marginalizadas.
Um legado global de justiça e sustentabilidade
Seu trabalho teve impacto direto na formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no ODS 6 — que busca garantir água potável e saneamento para todos. Após deixar a ONU, Catarina assumiu a presidência executiva da parceria internacional Saneamento e Água para Todos (SWA), onde continuou a promover políticas públicas inclusivas e sustentáveis.

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Em Portugal, foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e professora convidada em diversas universidades, sempre integrando o ensino, a política e a ação social.
Homenagens e reconhecimento mundial
Autoridades e organizações de todo o mundo lamentaram sua partida. O presidente português Marcelo Rebelo de Sousa destacou o “trabalho notável e inspirador” da jurista. A APAV também expressou pesar, lembrando-a como “uma mulher de princípios firmes e empatia inabalável.”
Conhecida como a “Senhora Água das Nações Unidas”, Catarina acreditava que dignidade humana começa com acesso básico à vida: “Quem pode mais, paga mais; quem menos pode, paga menos.”
Sua morte representa uma perda irreparável — mas seu legado segue fluindo, como a própria água que ela tanto defendeu, inspirando novas gerações a lutar por justiça e igualdade.
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