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Escola usada como abrigo vira alvo de bombardeio

Na madrugada desta segunda-feira (26), um bombardeio aéreo israelense atingiu uma escola no bairro de Daraj, no centro da Cidade de Gaza, provocando uma das cenas mais trágicas do atual conflito. O local, que havia se transformado em abrigo para dezenas de famílias deslocadas, foi completamente destruído por uma explosão durante a noite, enquanto todos dormiam.

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Segundo autoridades locais ouvidas pela agência Reuters, ao menos 20 pessoas morreram no ataque — entre elas, diversas mulheres e crianças. O número de feridos ainda é incerto, mas dezenas foram socorridos com ferimentos graves.

Explosão durante a madrugada pegou todos de surpresa

O ataque ocorreu por volta das 3h da manhã, sem qualquer tipo de alerta prévio. Testemunhas relatam que a explosão foi tão intensa que não houve tempo de reação. “O barulho foi insuportável. Não tivemos chance de escapar”, contou Ahmed al-Khatib, de 34 anos, que sobreviveu com ferimentos, mas perdeu dois filhos no ataque.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram um cenário de desespero e destruição. Crianças feridas cobertas de poeira, voluntários removendo escombros à mão e moradores chorando ao lado de corpos carbonizados revelam a dimensão do impacto.

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Hospitais lotados e relatos de brutalidade

Profissionais de saúde descreveram o cenário como “devastador”. Um médico, que preferiu não se identificar por segurança, relatou: “Recebemos corpos irreconhecíveis. Muitos eram crianças. Nunca vi algo tão brutal”.

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Com hospitais sobrecarregados, equipes médicas enfrentam dificuldades para atender os sobreviventes. A escassez de insumos médicos, agravada pelo bloqueio à Faixa de Gaza, torna o socorro ainda mais difícil.

Comunidade internacional pede resposta e trégua

O ataque gerou forte repercussão internacional. Organizações das Nações Unidas e entidades humanitárias voltaram a cobrar um cessar-fogo imediato e o fim das restrições ao fornecimento de alimentos, medicamentos e combustível à população palestina. A crise humanitária se aprofunda a cada dia, com relatos de fome, falta de água potável e colapso dos serviços básicos.

Este novo episódio trágico amplia ainda mais a tensão em torno do conflito e levanta questionamentos sobre os limites da ação militar em zonas densamente povoadas, onde civis — principalmente mulheres e crianças — continuam sendo as maiores vítimas.

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