Investigação sobre aliados de Bolsonaro avança e coloca ent…Ver mais

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O clima político em Brasília voltou a ferver após uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele autorizou a abertura de investigação contra dois advogados com laços diretos com o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a acusação de tentativa de interferência nas apurações sobre um possível golpe de Estado.

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A ofensiva da Justiça teve início com a entrega de documentos à Polícia Federal pela defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator central no caso. Segundo o material, aliados do ex-presidente teriam buscado influenciar o rumo das investigações — com métodos que já são tratados como possíveis tentativas de obstrução.

Contatos com familiares e tentativas de reverter estratégia de defesa

Entre os nomes que surgem com destaque está o de Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência. Embora tenha deixado oficialmente sua função como porta-voz jurídico de Bolsonaro em 2023, ele é acusado de continuar atuando nos bastidores. As denúncias apontam que Wajngarten teria mantido contato com familiares de Mauro Cid — inclusive com a filha menor de idade do militar — para tentar influenciar as estratégias da defesa.

O clima político em Brasília voltou a esquentar.

Outro advogado investigado é Paulo Costa Bueno, que, segundo o depoimento de Cid, teria tentado convencer a mãe do delator a substituir sua equipe jurídica. Os encontros teriam ocorrido durante eventos sociais em São Paulo, o que sugere uma atuação coordenada e discreta para tentar redirecionar o processo de delação.

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A situação se complica ainda mais com o surgimento de mensagens atribuídas ao advogado Eduardo Kuntz, ligado ao ex-assessor Marcelo Câmara. Segundo apuração da Revista Veja, Kuntz teria enviado mensagens à filha de Mauro Cid pelo WhatsApp, orientando-a a apagar conversas e sugerindo um encontro secreto entre pai e filha.

Diante do material, Alexandre de Moraes determinou que os advogados citados sejam ouvidos pela Polícia Federal em até cinco dias. Também autorizou a análise do celular da filha de Mauro Cid para investigar a extensão da tentativa de influência.

A suspeita de obstrução de justiça por parte de aliados próximos de Bolsonaro intensifica o cerco jurídico ao ex-presidente. A cada nova revelação, cresce a percepção de que há uma estratégia coordenada para blindar narrativas e pressionar delatores — e os próximos dias prometem ser cruciais para o desdobramento desse enredo.

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Augugu