Declarado m0rto, id0so “ressuscita” no necr0tério e caso ch…Ver mais

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Um caso digno de roteiro de cinema abalou a cidade de Córrego Fundo, no interior de Minas Gerais, na última quinta-feira (20). Um idoso de 80 anos, dado oficialmente como morto e já levado ao necrotério da cidade, surpreendeu a todos ao mostrar sinais vitais minutos antes de ser encaminhado para a funerária. O episódio, no mínimo assustador, escancarou falhas graves no protocolo médico local e gerou indignação nas redes sociais.

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O homem estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, em estado terminal, sob cuidados paliativos. Durante a madrugada, ele sofreu uma parada cardíaca. Conforme os protocolos clínicos adotados nesses casos — e respaldado por um termo assinado pela família que autorizava a não realização de procedimentos invasivos — o médico plantonista declarou o óbito.

O corpo foi preparado para remoção. Mas, pouco antes do transporte para a funerária, um agente funerário notou algo incomum: respiração fraca e movimentação mínima. Um silêncio inquietante tomou conta da equipe até que se confirmaram os batimentos cardíacos. O que era para ser o início do velório, virou corrida contra o tempo para tentar salvar o paciente.

Idoso é Declarado Morto, Mas Dá Sinais de Vida Rumo à Funerária em MG

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Médico é afastado e prefeitura abre sindicância

O idoso foi rapidamente levado de volta a um leito de internação e começou a receber cuidados de estabilização. Segundo relatos da equipe, houve retorno espontâneo da circulação, algo extremamente raro e conhecido na medicina como síndrome de Lázaro. O caso desafia explicações clínicas e levanta dúvidas sobre os critérios adotados para declarar a morte de pacientes em situações críticas.

O médico que assinou o atestado de óbito foi afastado imediatamente, e a direção da UPA instaurou uma sindicância para apurar as falhas no atendimento. Em nota oficial, a Prefeitura de Córrego Fundo informou que os serviços da unidade são terceirizados, e que exigiu da empresa responsável um esclarecimento imediato dos fatos.

A comoção gerada reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos serviços terceirizados na saúde pública e os riscos da burocratização do cuidado. O caso é, acima de tudo, um alerta doloroso: o limiar entre a vida e a morte exige atenção redobrada, empatia e protocolos mais rígidos.

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Augugu