Adeus a Sebastião Salgado: Brasil perde mestre da fotografia e defensor inc…Ver mais
O Brasil se despediu de um de seus maiores nomes da fotografia documental. Sebastião Salgado, fotógrafo mineiro de renome internacional, faleceu aos 81 anos em Paris, cidade onde residia há décadas. A notícia abalou admiradores, profissionais da arte e autoridades de todo o mundo.
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Uma trajetória marcada por imagens e causas
Nascido em Aimorés (MG) em 1944, Salgado construiu uma carreira marcada por sensibilidade, profundidade e compromisso social. Ao longo de mais de cinco décadas, registrou com maestria realidades duras — como crises humanitárias, migrações em massa e a exploração de trabalhadores — sempre com um olhar de empatia e denúncia.
Seus projetos, como Êxodos, Trabalhadores, Gênesis e Terra, rodaram o mundo em exposições e publicações que ampliaram o debate sobre desigualdade, meio ambiente e direitos humanos.
Homenagem presidencial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou publicamente sobre a morte do fotógrafo. Em postagem nas redes sociais, que ultrapassou 150 mil curtidas, Lula escreveu:
“Me sinto profundamente triste com o falecimento de Sebastião Salgado. Seu inconformismo com a desigualdade e seu talento em retratar a realidade dos oprimidos serviram como alerta para toda a humanidade.”
Luta silenciosa contra a malária
Salgado enfrentava complicações de saúde causadas pela malária, contraída durante trabalhos fotográficos na Amazônia na década de 1990. Mesmo com a doença resistente a tratamentos, permaneceu ativo até seus últimos anos — uma marca de sua determinação.
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Legado ambiental
Ao lado da esposa, Lélia Wanick Salgado, fundou o Instituto Terra, iniciativa de reflorestamento e educação ambiental que recuperou mais de 600 hectares de Mata Atlântica em Minas Gerais. O projeto, que transformou antigas terras da família em reserva natural, tornou-se símbolo global de resiliência ambiental.

Uma despedida à altura de sua história
Sebastião Salgado deixa a esposa Lélia, os filhos Juliano e Rodrigo, e os netos Flávio e Nara. Conforme desejo da família, seu corpo será cremado em Paris. As cinzas serão levadas ao Instituto Terra, onde haverá uma cerimônia íntima na próxima semana.
Mais que fotógrafo: um humanista
A morte de Salgado não é apenas a perda de um artista premiado — é o adeus a um humanista visual, alguém que acreditava que a fotografia podia transformar realidades e tocar consciências. Sua lente nos fez enxergar o outro. Seu legado nos convida a cuidar do planeta e das pessoas com a mesma paixão que ele dedicou à sua arte.
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