E agora, Janja? Primeira-dama é convocada a se explicar sobre ga…Ver mais
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou ao centro de uma polêmica que promete reverberar no meio político e jurídico. Um pedido protocolado na Justiça Federal do Distrito Federal busca convocá-la a depor sobre o custeio de suas viagens internacionais com recursos públicos.
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O caso foi movido pelo vereador de Curitiba (PR), Guilherme Kilter (Novo), em parceria com o advogado Jeffrey Chiquini da Costa, ligado a setores bolsonaristas. A ação popular questiona a legalidade dos atos que autorizaram o pagamento de passagens aéreas para a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Custos milionários sob a lupa
De acordo com o Painel de Viagens do Executivo, desde o início do governo Lula as despesas de Janja já somam aproximadamente R$ 237 mil apenas em voos comerciais. Em várias dessas ocasiões, a primeira-dama utilizou a classe executiva, benefício normalmente restrito a ministros e altos cargos da Esplanada.
Outro ponto levantado pela ação é a ausência de regulamentação específica que defina o papel institucional da primeira-dama. Essa lacuna abre brechas jurídicas para contestação e amplia o debate sobre os limites do uso de recursos da União em atividades não oficiais.

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O levantamento também revela que, das 144 viagens comerciais registradas, 140 foram compradas com menos de 15 dias de antecedência. A prática encarece os custos e levanta suspeitas sobre a gestão dos recursos. Não há registros de bilhetes adquiridos com mais de nove dias de antecedência.
Vale lembrar que os valores divulgados não incluem deslocamentos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), tampouco os custos da equipe de apoio, formada por mais de dez pessoas entre fotógrafos, assessores, cerimonialistas e até um militar.
Janja diante da Justiça
Caso a Justiça aceite os argumentos apresentados, Janja poderá ser obrigada a ressarcir integralmente os cofres públicos. A convocação para depor marca um novo capítulo no embate político que envolve não apenas sua figura, mas também a forma como o governo lida com o papel da primeira-dama.
Até o fechamento desta matéria, nem Janja nem a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) haviam se pronunciado sobre a ação. A ausência de resposta, no entanto, deve alimentar ainda mais as especulações em torno do caso.
Enquanto isso, no meio político, a dúvida persiste: até onde vai a responsabilidade da primeira-dama — e até quando o governo conseguirá blindá-la das pressões jurídicas?
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