Marido estrangul4 jovem de 19 an0s, o motivo deixa todos em ch0que, ela p… Ver mais
O Brasil assiste, mais uma vez, à devastação causada por uma tragédia que se repete em silêncio em milhares de lares: o feminicídio. A vítima desta vez foi Luiza Clara Guedes, uma jovem de apenas 19 anos, mãe de dois filhos, brutalmente assassinada pelo próprio companheiro dentro de casa, em Criciúma, Santa Catarina.
O crime ocorreu no último dia 13 de abril e escancarou, mais uma vez, as falhas graves no enfrentamento à violência doméstica, gerando comoção nacional.
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Luiza estava no puerpério — o delicado e vulnerável período pós-parto — quando teve sua vida interrompida de forma cruel. Seu filho mais novo, com apenas 21 dias de vida, estava presente quando a mãe foi agredida e perdeu a consciência. Após quatro dias de internação, os médicos confirmaram a morte encefálica da jovem, no dia 17.
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Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o agressor é Gabriel Farias, companheiro de Luiza. Durante uma discussão, ele a estrangulou — um ato que, segundo sua própria declaração, teria sido “impulsivo”. Preso em flagrante, responderá por feminicídio, crime que reconhece o assassinato de mulheres motivado por razões de gênero.
As investigações continuam, mas para a família de Luiza, nenhuma punição será capaz de reparar a dor da perda, nem o trauma que os filhos carregarão por toda a vida.
Além da dor do luto, os familiares enfrentam agora um novo desafio: levar o corpo da jovem de volta à sua cidade natal, Santana, no Amapá, para um sepultamento digno. O custo do translado funerário entre os estados pode ultrapassar R$ 25 mil — valor inalcançável para a família, que iniciou uma campanha de arrecadação nas redes sociais.
O apelo sensibilizou milhares de pessoas. Muitos doaram o que podiam; outros se mobilizaram compartilhando a história. A solidariedade revelou a força da empatia frente à brutalidade — e a importância de ações coletivas no amparo às vítimas e seus entes queridos.
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Casos como o de Luiza não são exceções. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é assassinada no país a cada sete horas. Em 2023, foram mais de 1.400 casos de feminicídio — a maioria cometida por companheiros ou ex-companheiros, dentro do próprio lar, muitas vezes diante dos filhos.
Os números expõem uma crise estrutural. A violência contra a mulher segue alimentada por uma cultura machista, pela impunidade e por políticas públicas ainda insuficientes. Mesmo com avanços como a Lei Maria da Penha e a inclusão do feminicídio no Código Penal, as falhas na prevenção e na proteção persistem.
Muitas vítimas sofrem caladas — por medo, dependência financeira ou emocional. O ciclo de violência se perpetua em relações abusivas que, não raramente, terminam em tragédia.
O assassinato de Luiza é um grito. Um alerta urgente. Um pedido por mudança.
É necessário fortalecer os canais de denúncia, ampliar o apoio a redes de acolhimento, oferecer independência às mulheres e, acima de tudo, educar para a igualdade desde a infância. A transformação precisa ser cultural, profunda, contínua.
Indignar-se diante de mais um feminicídio é essencial — mas não basta. É preciso agir. Só assim poderemos, um dia, romper o ciclo da violência e salvar vidas.