Ministros de Lula debocham de atos bolsonaristas e ironizam ba…Ver mais

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No último domingo, 3 de agosto, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram às ruas em diversas cidades do país. As manifestações pediam anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da expectativa gerada nas redes sociais, a repercussão nas ruas ficou abaixo do esperado.

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Nos bastidores do Palácio do Planalto, ministros do governo Lula não esconderam o tom irônico ao comentar os atos. Um deles chegou a dizer, em off, que as manifestações “chegaram no volume morto”, sugerindo que o movimento bolsonarista está enfraquecido. Outro brincou se “as imagens seriam enviadas a Washington”, fazendo alusão às recentes tentativas de Bolsonaro de se reaproximar da direita norte-americana.

“Sumiu até governador”: ministros apontam isolamento de Bolsonaro

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, foi um dos que usou as redes sociais para alfinetar antigos aliados de Bolsonaro. Em uma publicação, questionou: “Quais governadores frequentavam os atos pró-Bolsonaro e hoje esqueceram de comparecer?”. A crítica evidenciou o esvaziamento político do ex-presidente, que vem perdendo apoio até mesmo entre figuras do próprio campo conservador.

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Apesar das críticas, os dados mostram que houve aumento no número de participantes em relação ao último ato bolsonarista. O Monitor do Debate Político do Cebrap (USP) estimou cerca de 37,6 mil pessoas nas manifestações. Já o instituto PoderData apontou 56 mil. Ainda assim, membros do governo minimizaram os números, afirmando que o movimento segue longe da força que já teve.

Ministros de Lula tiram sarro de atos bolsonaristas. No último domingo, 3 de agosto, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro...

A ausência do próprio Bolsonaro, impedido de participar de atos políticos por decisão do STF, também foi apontada como um fator decisivo para o desânimo da militância. Sem a presença do líder, os protestos perdem parte de seu apelo e não conseguem mobilizar setores mais amplos da sociedade.

Governo adota estratégia de silêncio e deboches pontuais

A atual estratégia do governo Lula tem sido não confrontar diretamente os bolsonaristas. A ideia é deixar que os protestos percam força naturalmente, sem oferecer palco ou holofote à oposição. Enquanto isso, ministros adotam comentários irônicos, em tom mais leve, para ridicularizar os eventos.

Para o Planalto, responder com dureza só daria visibilidade a uma mobilização que, aos olhos do governo, já está em decadência.

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