Pernambuco registra morte por raiva humana ap…Ver mais

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Vítima foi mordida por sagui contaminado; contato com animais silvestres exige atenção imediata

Pernambuco confirmou neste sábado (11) a primeira morte por raiva humana no estado após oito anos sem registros da doença. A vítima, uma mulher de 56 anos, moradora da cidade de Santa Maria do Cambucá, no Agreste, foi infectada após ser mordida por um sagui — um pequeno primata silvestre.

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Animal silvestre estava na área urbana

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o sagui apareceu em área urbana, possivelmente em fuga das queimadas que vêm atingindo regiões de mata. A proximidade crescente entre humanos e animais silvestres aumenta o risco de transmissão de doenças graves, como a raiva.

Inicialmente tratado como inofensivo, o animal transmitiu um vírus quase sempre fatal. Especialistas alertam que, ao contrário de cães e gatos, animais silvestres como saguis não são vacinados, o que os torna potenciais transmissores silenciosos.

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Quadro evoluiu rapidamente

Logo após o ataque, a mulher passou a sentir dormência, fraqueza muscular e dores. Com o agravamento do quadro, surgiram sintomas neurológicos, como agitação intensa, espasmos e dificuldade respiratória.

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Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, onde permaneceu internada em estado grave, mas não resistiu.

Diagnóstico foi confirmado em São Paulo

A confirmação da causa da morte veio por meio de exames realizados pelo Instituto Pasteur, em São Paulo, que identificaram um vírus da raiva de origem silvestre, transmitido por primata não-humano.

Dados nacionais preocupam

Entre 2010 e 2024, o Brasil registrou 48 casos de raiva humana. A maioria foi provocada por morcegos (24 casos), mas os saguis já estão associados a seis mortes no mesmo período. A letalidade da raiva permanece altíssima, com raríssimos casos de sobrevivência.

Ministério da Saúde faz alerta

O Ministério da Saúde reforça que qualquer mordida de animal silvestre deve ser tratada como emergência médica. A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, iniciar o esquema de vacinação antirrábica, que pode incluir também o uso de soro antirrábico.

A raiva é uma zoonose 100% prevenível, desde que o tratamento seja iniciado antes do surgimento dos sintomas.

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