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“Abandonaram Juliana”: Acusação da irmã causa revolta nas redes

Desde a manhã desta segunda-feira (23), o caso da jovem Juliana Marins, de 26 anos, natural de Niterói (RJ), mobiliza o Brasil e comove internautas ao redor do mundo. Após sofrer um grave acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, Juliana foi dada como desaparecida e depois localizada por um drone térmico — mas segue em local de difícil acesso, sem comida, água ou agasalho.

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O perfil @resgatejulianamarins, criado por familiares para centralizar informações e pressionar autoridades, ganhou força nas redes sociais. A irmã da jovem, Mariana Marins, tem usado a página para relatar falhas no resgate e criticar a atuação dos socorristas. “Ela está lá há dias. Sem apoio. Sem nada. Abandonaram Juliana”, afirmou.

Segundo o relato de Mariana, Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, quando se sentiu exausta e decidiu descansar. O guia que a acompanhava, no entanto, seguiu adiante com o restante do grupo, deixando-a sozinha. Momentos depois, ela caiu de um penhasco de 500 metros de profundidade.

Drone localiza Juliana imóvel — mas resgate não consegue alcançá-la

Na manhã de segunda-feira (horário local), um drone equipado com sensor térmico localizou Juliana em uma área rochosa. As imagens mostraram a jovem imóvel, mas com movimentos sutis nos braços. Desde então, a tensão cresceu: ela está viva, mas isolada, e o tempo está contra ela.

A operação de resgate enfrenta obstáculos técnicos e naturais. A presença de saliências no terreno, somada à neblina espessa e ao solo escorregadio, tem dificultado o avanço das equipes. Em três dias, os socorristas só conseguiram descer 250 metros antes de recuar.

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Mariana desmentiu informações divulgadas pelas autoridades locais, que afirmavam ter fornecido água e alimentos à irmã. “Ela não recebeu nada. Está há mais de 72 horas sem qualquer ajuda real”, alertou.

Diplomacia entra em ação, mas tempo está se esgotando

Diante da pressão popular, o Itamaraty acionou o governo da Indonésia. O embaixador do Brasil em Jacarta já acompanha a operação e dois representantes foram enviados ao local. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva também se manifestou, dizendo estar atenta ao caso e em contato com o chanceler Mauro Vieira.

Uma das possibilidades levantadas pelas autoridades é o uso de helicópteros para o resgate aéreo. No entanto, o mau tempo e os riscos técnicos dificultam a manobra. “É possível, mas precisamos de céu limpo e visibilidade”, informou o chefe da equipe local de resgate.

Juliana viajava sozinha pela Ásia desde fevereiro. Publicitária e dançarina de pole dance, compartilhava com frequência vídeos e relatos de sua jornada. Agora, seus amigos, fãs e familiares se unem por um único objetivo: salvar Juliana a tempo.

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